quinta-feira, 2 de abril de 2009

Botox e a sua história...

História do Botox
By Fashion Bubbles on April 28th, 2008

Como a ciência transformou um inimigo mortal em aliado







Pele excessivamente esticada, olhos muito puxados e lábios volumosos não são resultados da toxina botulínica tipo A.

Desde que foram descobertas suas funções rejuvenescedoras, a aplicação de toxina botulínica tipo A tornou-se um dos procedimentos estéticos mais realizados no mundo. Hoje, porém, ela - principalmente o BOTOX, marca produzida pela Allergan, é muitas vezes culpada por resultados que é incapaz de oferecer.

Personalidades como a primeira dama Marisa Letícia, Marta Suplicy, Donatela Versace e Sylvester Stallone, entre outras, são comumente criticadas pelo “excesso de Botox” ou por suas “caras botocadas”. Mas a dermatologista Carolina Feijó, de Porto Alegre (RS), afirma que em 95% dos casos, os maus resultados que as pessoas criticam não são decorrentes de aplicação de Botox. “No início, o tratamento era pouco individualizado e a substância era aplicada exatamente nos mesmos pontos, independente do paciente. Mas o procedimento evoluiu muito, está mais personalizado e os resultados, cada vez mais naturais”, explica.

Segundo a especialista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, o que é apontado como resultado da aplicação de Botox é, na verdade, efeito de outros procedimentos, como liftings e preenchimentos definitivos, como o metacril.



Na Inglaterra do século XVII, houve certa feita um evento social num clube, onde foram servidos sanduíches diversos, entre eles, alguns rechados com patê de ganso. Poucas horas depois, algumas pessoas apresentavam visão dupla (diplopia). Tais pessoas julgavam que era apenas um mal estar e iam dormir. Para não mais acordar.

Em pouco tempo instalou-se o pânico, e não demorou muito para se estabelecer um elo comum entre as pessoas.

Sabia que tinha alguma coisa errada naquele lanchinho de ontem!

Eram exatamente as que escolheram o patê de ganso como recheio. Quando se deram conta que o banquete na verdade tinha sido uma roleta-russa, várias outras manifestavam sintomas de diplopia, e horas depois, estavam mortas. Não havia o que fazer na época.

O vilão do caso, atendia pelo nome de Clostridium botulinum, uma bactéria anaeróbia (que só existe na ausência de oxigênio), parente da bactéria do tétano. Vocês vão perguntar, ‘Se ela só existe na ausência de oxigênio, como isso acontece?’ Porque na presença de oxigênio, ela se encontra na forma de esporos, que são muito resistentes, e eclodem em condições apropriadas.

Enfim, mas a bactéria em si não é o problema. O problema é uma proteína que ela produz, a toxina botulínica. Esta é a proteína mais tóxica e poderosa que se tem notícia, mais do que qualquer veneno na face da Terra. Hipoteticamente, algumas centenas de grama de toxina botulínica seriam o suficiente para exterminar TODOS os seres humanos.

COMO OCORRE O BOTULISMO
O calor intenso é capaz de matar as bactérias e destruir a toxina, porém os esporos podem resistir. O botulismo clássico tem como fonte latas de comida em conserva, onde houve falha no preparo e contaminação por esporos, criando um ambiente perfeito para a germinação dos esporos e a conseqüente produção da toxina.

Ao ingerir o alimento, a pessoa se envenena, como provavelmente ocorreu com o patê lá da Inglaterra do século XVII.

POR QUE MATA?

A toxina botulínica é uma neurotoxina, agindo nas sinapses neuronais dos músculos. Uma vez que age, o músculo entra em paralisia flácida. Isso vai causar alguns sintomas de forma progressiva :

- Diplopia, por fraqueza dos músculos oculares
- Queda das pálpebras
- Dificuldade de falar e de engolir, por fraqueza dos músculos da laringe e faringe

Até aí nada, mas vale lembrar que nós respiramos por ação de um músculo, no caso o diafragma. O botulismo mata por insuficiência respiratória.

TRATAMENTO
O paciente tem que ser colocado em respiração artificial, e nela permanece por várias semanas, até meses, dependendo da severidade da intoxicação. Após tal período, o organismo lentamente consegue eliminar a toxina e restabelecer a função respiratória.

Chamo a atenção para a duração um tanto quanto prolongada dos sintomas, veremos o porquê mais à frente.

DESCOBRINDO E DOMANDO O INIMIGO

Após várias tentativas e descrições de uma substância que no caso seria a tal toxina, finalmente em 1944, Edward Schantz isolou a toxina botulínica. Logo após, em 1949, descobriu-se como age a proteína, bloqueando a transmissão neuromuscular.

Então uma centelha se acendeu nos cientistas. Se tal substância era um potente inibidor da contração muscular, por que não utilizá-la para tratar condições humanas que requeiram tal ação?






Donatella Versace e Sylvester Stallone

A toxina botulínica age relaxando a musculatura e amenizando as rugas de expressão de forma natural. “O Botox não dá volume, não estica a pele, não é capaz de oferecer os resultados que muitas vezes são atribuídos a ele”, completa.

Fonte: Aline Marques - Burson Marsteller






Artigo retirado da net

1 comentário:

Multiolhares disse...

Saí daqui bem mais culta, sabia um pouco sobre o botox, mas não muito.

deixo um beijinho terno